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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Eleanor & Park & Rainbow & Eu & Você

Não sei se eu estava de ressaca sem perceber, mas li muita coisa que não me empolgou em 2014, principalmente no final do ano. Sabe aquela coisa de pôr fé num livro e dar de cara na parede? Já estava com a cara inchada quando, já sem esperança de alguma mágica acontecer na última semana do ano, Eleanor & Park entrou na minha vida.



Tem uma frase do John Green na capa, e, gente, nunca acreditei nessas frases que parecem compradas, que diz: "Eleanor & Park me lembrou não apenas de como é ser jovem e apaixonado por uma garota, mas também de como é ser jovem e apaixonado por um livro". Quando eu terminei E&P, agora entendo, foi exatamente assim que me senti. Apaixonado. Por um livro.

Eu quero me casar com a Eleanor, com o Park, com a Rainbow Rowell e com quem mais quiser fazer parte dessa família não tradicional.

Li do começo ao fim com um sorriso no rosto. Tipo, eu não estou exagerando. Não é uma frase vazia. Eu realmente tinha um sorriso no rosto enquanto virava as páginas. Estava me sentindo super idiota rindo e suspirando no Metrô, todo mundo olhando, mas não dava para parar. Se isso não é estar apaixonado, não sei mais o que é. E não era paixão pela Eleanor ou pelo Park, sabe. Como pessoas, Eleanor é uma mala sem alça complexada e Park seria um bobalhão, de vez em quando. Era amor pelo livro.



Logo de cara, nos primeiros capítulos, Rainbow Rowell apertou todos os botões certos para criar cenas fofas num nível que eu nunca tinha experimentado. E não é só pela história em si, mas a forma como foi contada. A escrita da Rainbow é uma preciosidade para mim. As palavras escolhidas, as piadas feitas e a narração em terceira pessoa que é apenas uma primeira pessoa disfarçada fizeram uma história cheia de clichês parecer completamente nova. Eu comentei no meu último texto sobre esse tipo de romance que acontece sem se apressar, e um livro nunca pôs tanto sentimento num toque entre mãos. E&P me fez sentir tanto com tão pouco... É bobinho ao mesmo tempo que não é.

- Você... - Ela começou -, você é tão... Interessante.
- Interessante?
Gente. Não dava para acreditar que ela acabara de dizer isso. Que coisa mais desinteressante. Tipo, o oposto de interessante. Tipo, se você procurasse "interessante" no dicionário, haveria a foto de uma pessoa interessante perguntando "O que há de errado com você, Eleanor?"
Pág 107

A pele dela era, aparentemente, coberta de terminações nervosas superpoderosas que não haviam feito coisa alguma durante a sua vida toda, mas ganharam vida assim que Park a tocou.
Pág 253

Eu sei que é amor, porque reconheço que o livro não é perfeito. Eu até ri muito desse texto (com spoilers!) em que a autora ficou frustrada com o final e só disse verdades. E&P tem cada coisa que a gente só acredita tendo muita vontade de acreditar. O final deixa muitas perguntas no ar, e um monte de coisa para as quais demos importância durante a história parecem não ter sido tão importantes assim para a Dona Rainbow.

Mas eu me deixei levar. É o tipo de livro que quero reler só para marcar todinho.

***

As fanarts nesse post foram retiradas do site http://siminiblocker.com/ que, gente, faz ilustrações muito legais.

11 comentários:

Felipe Fagundes disse...

Eu adorei Eleanor e Park, mas também ri dessa resenha negativa que você postou.

Felipe Fagundes disse...

O que eu mais gosto nos personagens da rainbow é a humanidade, como eles são iguaizinhos a nós. Park e Eleanor são deslocados, estranhos e lindos. Vc vai ver nos outros livros dela que os persoangens constumam ser assim.

É o tipo de escritora que eu queria ter lido mais jovem, quando era mais insegura, pra ver alguém escrevendo tao lindamente sobre ser imperfeito e confuso.

Eu gostei mais de Anexos - só um pouquinhos mais, e talvez por os personagens serem adultos.

Felipe Fagundes disse...

Ei Felipe,

"Eu quero me casar com a Eleanor, com o Park, com a Rainbow Rowell e com quem mais quiser fazer parte dessa família não tradicional." hauahauhau

Ah que linda sua resenha, amei! Eu ganhei este livro estes dias. \o \o

Sei lá quando vou ler, mas estou curiosa, todo mundo elogia tanto. Nem quis ver essa resenha negativa que você citou por conta de spoilers, odeio.

abs

Felipe Fagundes disse...

Vou colocar na lista. Tô precisando de um desses assim pra ler com um sorriso no rosto.

Felipe Fagundes disse...

Eu gargalhei principalmente quando ela diz "AMA É O TEU FIOFÓÓÓ", porque pensei algo parecido quando estava lendo rs

Felipe Fagundes disse...

toda vez que alguém cita um post meu, eu sinto que preciso pedir desculpa hahaha :)

Felipe Fagundes disse...

Aiaiai, adorei. Será minha próxima leitura.
Ganhei de aniversário e defini como meta ler alguns deles em janeiro. Assim que terminar Menina de Vinte, pego ele. Espero me apaixonar também.
Beijo

Felipe Fagundes disse...

Você é hilária!

Felipe Fagundes disse...

É aquele tipo de livro que se move por causa dos personagens. Se eles fossem certinhos, não haveria história pra contar.


Rainbow é amor <3

Felipe Fagundes disse...

Eu o li há mais ou menos um mês, e acabei lendo Anexos e Fangirl, que tbm são dela, dps. Fiquei apaixonada pelo jeito que a autora escreve e com a simplicidade das histórias. Coisas lindas, mas que poderiam acontecer com seu vizinho. Se tornou fácil um dos meus YA's favoritos e a Rainbow Rowell ja entrou pra lista de autoras preferidas também.

Felipe Fagundes disse...

Vontade imensa de ler esse livro. Imensa.

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