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quinta-feira, 19 de julho de 2012

ACEDE: Agora sóbrio e centrado

Daí que você está lendo a página 283 de "A Culpa é das Estrelas" soltando exclamações mentais até que vira a página e... Fim.
Bate aquela sensação de vazio, de solidão, de quero ver mais de Hazel e Gus, Gus e Hazel.



Vocês viram o surto no Livro Perfeito e devem estar acompanhando também a comoção geral que esse livro vem causando por aí (aí = Twitter, ). O livro é realmente gostoso de se ler, brincando as relações humanas sem noção, com um toque de humor negro inegável. Dá pra sacar esse tipo de coisa lendo o 1º capítulo.

Mas acontece que estamos falando de John Green. Ah, John Green, POR QUÊ? O livro me prendeu até um pouco mais da metade quando acontece uma coisa...er...chata (É, aquela que supostamente vai te fazer chorar) e eu sempre acho que coisas chatas fazem uma trama desandar. Foi a mesma coisa com a doida da Alasca mas em ACEDE os personagens são bem mais carismáticos, sarcásticos e politicamente corretos. E, fala sério, o romance é... vocês sabem... fofo.

"- É por isso.
- O quê?
- É por isso que gosto de você (...) Você está tão ocupada sendo você mesma que não faz ideia de quão absolutamente sem igual você é"
Pág 117

Eu imaginei alguns finais possíveis para um livro tão bom, sem saber que coisa triste ia acontecer e todos eles me deixariam mais satisfeitos que o final real. Não que tenha sido ruim mas, poxa, a culpa é das estrelas. Sempre que um livro começa hilário e termina triste, eu me apego à parte dos risos e sinto vontade de expulsar a tristeza dali.

E você pode pensar que a resposta de tudo é óbvia. Já comecei a ler o livro com "Alguém morre" na cabeça. Lá para o meio comecei a pensar que "Isso aqui lembra muito Um Amor pra Recordar. Será que ninguém percebeu?". Sério, lembra mesmo. Mas só por causa do esquema Garoto "saudável" + Menina com câncer + "Você não pode se apaixonar por mim" + Sensação de que alguém vai morrer. E aí você aposta que Hazel irá morrer, mas acha que isso não é possível então Gus tem que morrer, mas ele é tão legal, então Hazel volta para a fila da morte e você não sabe de mais nada até terminar o livro de vez.

Me incomodou um pouco (Não a ponto de me fazer desgostar) o quanto as pessoas "sentem muito" no livro. E também o quão preocupadas elas são com os outros para perguntarem "Está tudo bem?" trocentas vezes. Ficou um pouco repetitivo e, francamente, você nem está sentindo nada, fiquei com vontade de dizer. Esse é o único defeito real que consigo ver no livro, o resto é bem subjetivo.

O que mais me fez gostar foi a personalidade de cada um, a intimidade do Gus com a Hazel, o jeito de tratar os amigos. Foi muito real, engraçado, bonito de se ver. O livro ainda traz algumas lições e uma visão não romanceada sobre a doença cruel que é o câncer. 
Pode não ser inteiramente perfeito (Poxa, nem chorei) mas foi, de longe, a melhor compra que fiz nesse ano.


PS: Não entendi bem qual é a dessas nuvens na capa. Não deveriam ser... estrelas? Bom, pra mim são, na verdade, dois tumores cancerígenos mesmo que o John Green diga que são diagramas de Venn (?) ou a sombra das árvores de Amsterdã (???).

Passo 2/5
Belo começo!

12 comentários:

Luciana Mara disse...

Ei Felipe!

Até murchei quando vi as estrelas do seu histórico caindo.
Eu já estava até espantada, achando que este livro não teria nada de Quem é você, Alasca? que eu sei que você não gostou.

De qualquer forma, eu quero ler e tirar minhas próprias conclusões.
Mas quero dar um tempo pq já estou prevendo chorar com Souvenir e estou querendo uns livros alegres (com fins alegres).

Bjins

Roberta Faria disse...

Parabéns, estou super curiosa pra saber qual é a tal coisa triste que acontece, apesar de que já tenho uma ideia rs. Vou acabar lendo esse livro!

Naniedias disse...

Eu quero muito ler esse livro, mas estou com medo por causa do tanto que você falou bem.
Eu não sou tão chata quanto você para as minhas leituras, e sou bastante "emocionável" ><
Será que John Green conseguirá me conquistar tanto assim?

Cíntia Mara disse...

Agoooora, sim, eu me empolguei, hahaha.

lizziepereira disse...

Foi o contrário aqui, eu desempolguei um pouco XD mas não vou deixar de ler!

lizziepereira disse...

Ainda estou doidinha para pegar logo esse livro (vai furar a minha fila interminável de leituras pendentes \o/), mas a empolgação caiu um tantinho - é a primeira resenha que eu leio com críticas! XDD Todas as outras só falavam de perfeição impecável e lágrimas...

Mesmo não tendo lido ainda eu tenho certeza absoluta que todas essas perguntas sobre o estar dos personagens foi de propósito. Ele fez isso pra irritar MESMO. Oras, é essa sensação mesmo que fica para os doentes na vida real. Achei esse detalhe muito legal ^^

Felipe Fagundes disse...

Ih, assim vai ser melhor ainda, sem ir com muita sede ao pote (Se bem que eu fui e deu certo rs).

Felipe Fagundes disse...

Cada caso é caso, né? Cada pessoa gosta de um tipo de coisa diferentes num livro. A narração da Hazel me cativou independentemente da história contada. Mas, poxa, o começo é tão feliz! Mesmo em meio à tristeza de, poxa, ter câncer.

Excelente ponto de vista! Talvez tenha sido mesmo, ainda mais porque esse é um dos assuntos do livro. Como as pessoas sentem pena dos doentes ou os privilegiam por estarem doentes ou acham que eles partirão ao meio à qualquer momento. Interessante :-)

E sobre "perfeição impecável", bom, tá pra ser lançado ainda esse livro Hahahah

Daniele Tem Pass disse...

Todo mundo falando tão bem desse livro! Por enquanto ainda estou lendo "Looking for Alaska", mas fiquei ansiosa com esse novo livro do John Green, e os personagens parecem ser bem do tipo que eu gosto. :D
Mas não sei se eu choraria com "A Culpa é das Estrelas". Sou do tipo que bocejou com "Um Amor para Recordar", e os únicos livros que costumam me fazem chorar são os de cachorro. XD

Cíntia Mara disse...

Eu me rendo. Passei na FNAC hoje (porque me falaram que estava com muitas promoções boas) e acabei comprando, de R$29,90 por R$23,90. Não pretendia ler agora, mas adivinha qual livro escolheram pra mim no Clube das Chocólatras? Pois é. Quero ver se esse John Green vai conseguir me fazer chorar mais do que em "Um Amor para Recordar". O italiano de "Branca como o leite, vermelha como o sangue" bem que tentou, mas não conseguiu.

Felipe Fagundes disse...

Meu deus, ultimamente tenho perdido minha fé de que você um dia domará de vez sua Becky Bloom interior rs

Bom, eu não chorei com ACEDE, mas também não chorei com UApR (?). Eu duvido que você goste tanto quando gosto do livro do Sparks porque sua paixão por ele já é platônica, muito desleal com ACEDE. Ainda tem toda a aura cristã e etc.
(Mas os personagens de ACEDE são MUITO legais! MUITO MUITO MUITO!)

Cíntia Mara disse...

Minha Becky Bloom é totalmente controlada. Ela só compra quando EU dou permissão. Ficou esperneando, queria comprar mais uns 5.

Platônica? Não exagera, Fagundes! Eu nem gostei dos dois últimos livros dele que li e estou segurando os outros 4, porque acho que não vou gostar também. Agora, se você estiver falando de paixão pelo personagem, aí sim. Dá vontade de cuidar dele (sem piriguetagem. Ou com piriguetagem, tanto faz).

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